De que está à procura ?

Lisboa
Porto
Faro
Lifestyle

A plataforma de música portuguesa que procura a internacionalização

A plataforma Why Portugal, que tem insistido na internacionalização da música portuguesa, quer ter anualmente um momento de destaque dos artistas nacionais num país estrangeiro, disse à agência Lusa um dos responsáveis, Nuno Saraiva. “Queremos todos os anos ter uma missão de ‘country focus’ onde Portugal seja destaque num determinado país. Ainda não fechámos 2019. Vamos fazer seguramente continuação da nossa participação anual no Eurosonic [Holanda]. Vamos fazer seguramente um ‘showcase’ no Reeperbahn Festival [Alemanha] e vamos desenvolver na SIM – Semana Internacional de Música de São Paulo [Brasil]”, explicou.

A plataforma Why Portugal, criada em 2016 para facilitar e agilizar a participação de artistas portugueses em eventos internacionais, estará presente esta semana na primeira edição do Festival Waves Vienna, que começa na quinta-feira, na Áustria, e que é dedicada à música portuguesa e eslovaca.

Neste festival, de ‘showcases’ e conferências direcionadas sobretudo para os agentes do setor, como produtores, músicos, editores e divulgadores, vão atuar esta semana dez artistas e bandas portuguesas: Grandfather’s House, Holy Nothing, Mister Teaser, noiserv (na foto), :papercutz, Rodrigo Leão, Surma, The Miami Flu, Vaarwell e We Bless This Mess.

“Provavelmente é o maior número de artistas portugueses que alguma vez esteve na Áustria, mas também da parte da conferência internacional vamos ter vários oradores portugueses a apresentar a realidade do nosso mercado nessa lógica de intercâmbio”, disse Nuno Saraiva.

Rui Miguel Abreu (Rimas e Batidas), Miguel Carretas (Audiogest), António Cunha (UGURU), Pedro Nascimento (Turbina), Pedro Oliveira (Fundação GDA), Luís Soares (Rock in Rio), Hugo Ferreira (Omnichord Records), Bruno Rocha, João Santos (Lusitanian Publishing), Sérgio Silva (Sincronia dos Sons) e Pedro Valente (Azáfama) também estarão presentes na Áustria.

A presença portuguesa no Waves Vienna acontece um ano depois de Portugal ter estado em foco no festival Eurosonic, na Holanda, e depois de a Áustria ter sido o país de relevo na mais recente edição do Westway Lab, que se realizou recentemente em Guimarães.

“Todos as nossas missões têm tido resultados imediatos”, sublinhou Nuno Saraiva, referindo que há artistas que participaram em 2017 no Eurosonic que estão a ser convidados a fazer digressões e a tocar noutros países, como resultado da missão na Holanda.

Nuno Saraiva considerou que “o mercado europeu continua a ser o principal palco de internacionalização da música portuguesa”, mas não quer descurar outros dois mercados importantes: a América do Norte e a América Latina.

“A América do Norte é difícil de ‘furar’, o México e o Brasil têm crescido imenso em termos de digital, mas continuam a ser mercados muito difíceis de ‘furar’, e é preciso um financiamento muito maior do que dispomos atualmente. Espero que venham outros mecanismos que nos ajudem nessa missão”, disse.

Atualmente a plataforma Why Portugal tem funcionado como ponte de promoção internacional para alguns artistas portugueses, numa estratégia com o apoio de entidades como a Fundação GDA, a Direção-Geral das Artes e a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal.