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A origem pagã do Natal

Segundo afirmações do Papa João Paulo II em 1993, e de acordo com a Nova Enciclopédia Britânica, “25 de Dezembro, o dia do nascimento de Mitra, deus iraniano da luz, é o dia dedicado ao sol invicto, bem como o dia depois das saturnais, foi adoptado pela Igreja como Natal, o nascimento de Cristo”.

Portanto, a celebração pagã do nascimento prosseguiu com uma simples troca de nome, de Mitra para Cristo. Explicações como esta, o leitor pode encontrar em muitas enciclopédias debaixo da palavra Natal. O papa João Paulo II afirmou também exactamente isso em 1993, dizendo aos fieis numa missa na Praça de S. Pedro, que a data 25 de Dezembro não se encontra na Bíblia.

Houve épocas em que o Natal era proibido

Na época em que os europeus passaram a colonizar o Novo Mundo, o Natal já era um feriado bem conhecido. Mesmo assim o Natal não obteve aceitação naquelas colónias. Os reformadores puritanos consideravam pagã e proscreveram a celebração em Massachusetts entre 1659 e 1681.

O nascimento de Jesus segundo a Bíblia

O leitor encontrará informações confiáveis sobre o nascimento de Jesus nos Evangelhos de Mateus e de Lucas. Eles mostram que o anjo Gabriel visitou uma jovem solteira, de nome Maria, na cidade galileia de Nazaré.

Que mensagem lhe transmitiu? “Eis que conceberás na tua madre e darás à luz um filho, e deves dar-lhe o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo” (Lucas 1:31-33).

Maria ficou muito surpresa com essa mensagem. Não sendo casada, ela disse: “Como se há-de dar isso, visto que não tenho relações com um homem?”. O anjo respondeu: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus”.

Maria, reconhecendo que essa era a vontade de Deus, disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”. Um anjo falou a José sobre o nascimento milagroso, para que ele não se divorciasse de Maria, o que pretendia fazer depois que soube que ela estava grávida. Ele estava então disposto a assumir a responsabilidade de cuidar do Filho de Deus (Lucas 1:34-38 e Mateus 1:18-25).

Um decreto de César Augusto obrigou então José e Maria a viajarem de Nazaré, na Galileia, para Belém, na Judeia, cidade dos seus antepassados, a fim de serem registados.

Enquanto estavam ali, completaram-se os dias para ela dar à luz. E ela deu à luz o seu filho, o primogénito, e o enfaixou e deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria (Lucas2:1-7).

A Bíblia agora descreve o que aconteceu a seguir, mantenha a sua bíblia aberta no evangelho de Lucas 2:8 a 14 que diz: “Havia nos arredores uns pastores, que vigiavam e guardavam o seu rebanho nos campos durante as vigílias da noite”.

Um anjo do Senhor apareceu-lhes e a glória do Senhor refulgiu ao redor deles, e tiveram grande temor. O anjo disse-lhes: “Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo; hoje vos nasceu na cidade de David um Salvador, que é o Cristo Senhor. Isto vos servirá de sinal: Achareis um recém-nascido envolto em faixas e posto numa manjedoura.

E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exercito celeste que louvava a Deus e dizia: “ Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens objectos da benevolência divina”. Assim se deu o nascimento de Jesus segundo a Bíblia. Mas o dia exacto deste nascimento, as Escrituras não mencionam, pois mencionam a data do dia da sua morte.

Resumindo, a palavra Natal não aparece na Bíblia. E as Escrituras não nos ordenam celebrar o nascimento de Jesus.

Nota do autor: A tradução da Bíblia aqui citada é a do Centro Bíblico Católico

Esta publicação é da responsabilidade exclusiva do seu autor.