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A mente mente verdadeira(mente)

Baseado no livro “O Poder do Agora” de Eckhart Tolle e sempre em Fernando Pessoa.

Feliz aquele que O é sem pensar. Feliz aquele que Se sente na sua plenitude entregando-se apenas aos sentidos. É tempo de despir a mente de todas as pedras que nos magoam o SER.

Tinha todos os sonhos do mundo mas o medo roubo-mos da alma e aprisionou-os. As lágrimas mancharam a minha leveza e envolveram-me em ânsias e pressas. Perdi-me por entre as estradas da culpa e da raiva.

Agora apenas eu me posso encontrar. Apenas eu me posso ir buscar onde me abandonei. É urgente SER e não largar. É preciso termos o coração nas mãos para o fazermos ouvir-se. No seu melhor sentido. É ele que nos alimenta. É ele que nos mantém vivos. Não nego a importância da mente que de um papel de charme intelectual tão prazeroso nos envolve.

Dou-vos apenas um conselho. Sejam críticos para com ela bem como se de alguém alheio a vocês se tratasse. Preencham-na e decorem-na com toda a riqueza necessária. Usem-na mas não se deixem enganar. A mente é traiçoeira, alimenta-se do nosso sofrimento. Faz-se passar por nós tão subtilmente até nos anular. Façam dela vossa aliada, ponham-na ao vosso serviço mas não deixem que ela tome o poder da vossa vida. Sei que o meu EU não é a minha mente. Sei que assim que me encontrar, o meu EU vai transbordar de calma e SER(enidade). E é aí que quero SER. É aí que quero estar.

Inês Araújo