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A dona Isaura

E lá está para as curvas a dona Isaura. Hoje telefonei-lhe (ela aponta as pessoas que lhe telefonam nestas dias importantes para ela e ai dos filhos que se esqueçam) e despachou-me em “três tempos” porque estava a fazer compras de uns produtos em promoção no ALDI.

Enquanto mãe, não tem a vida facilitada pelas crias, nem nunca teve. Aturou cada coisa que não lembra ao diabo e o marido, em vez de ajudar, sempre que se avariava um eletrodoméstico, transformava o apartamento numa espécie de oficina mal amanhada, com peças espalhadas pelas diversas divisões. E isto durava meses até chegar à conclusão que o melhor era comprar um novo aparelho.

É quase perfeita e só lhe reconhecemos um problema: é muito distraída como os demais elementos da família. Desde putos que nos habituamos a deitasse a roupa no lixo e o leite na maquina de lavar roupa. Por outro lado, tinha e tem muita paciência com os filhos que são todos muito bonitos e inteligentes.

A minha mãe tem algo muito especial: apesar dos momentos adversos e contrariedades, criou uma família feliz, unida e que se ri de si própria. Não é para todas. Sempre discreta fez e continua a fazer um trabalho fantástico. E faz um arroz de polvo divino.

 

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