
Hoje vou contar-vos as peripécias do Jorge Vaquinhas, um texano que foi viver para uma grande cidade. A arte, um penico e uma casa branca, existe em todas as cidades. Mas para o Jorge Vaquinhas, era algo de novo, pois vinha duma zona rural, para uma casa de um presidente, pelo qual fora convidado, como o bobo da corte, para fazer o presidente e a família rir.
Para o Jorge Vaquinhas, aquela casa grande e branca, era para ele uma palhota do medo, ele via fantasmas em todos os cantos, e certa vez, o Vaquinhas ficou atónito, quando foi à casa de banho, fazer as suas necessidades de um homem mortal; o Vaquinhas nunca tinha visto nada igual, a casa de banho completamente forrada de espelhos, e ao canto um penico.
Vaquinhas, optou pelo penico e sentou-se nele, e de tanto puxar, seu rosto ficou roxo, e as veias do pescoço, tornaram-se salientes, nunca tinha visto nada igual. Vaquinhas pensou que ia morrer naquele dia, quando se contemplava ao espelho, quando estava sentado naquele penico. Jorge Vaquinhas, levantou-se e foi para o seu quarto, pensando que ia morrer.
Enquanto estava deitado em sua cama, o Vaquinhas, lembrou-se duma cantiga, que ouvira a um velho texano, fazia muitos anos atrás; nisto Vaquinhas salta abaixo da cama, pega no seu violão debaixo do braço, e vai para a grande varanda da casa branca de seu patrão, e começa a cantar: “Não há coisa melhor do que mijar e fazer caca no penico, aí a gente sente-se bem, senta-se o pobre, senta o rico, o deputado e o senador, no penico, senta toda a gente, depois faz força, a veia do pescoço engrossa, faz fino, faz grosso, até ao põr-do-sol. Agora com as tripas vazias, e depois de cantar, o Vaquinhas sentia-se outro homem. Visto que naquele dia, o presidente não se encontrava em casa, o Vaquinhas foi até ao gabinete do presidente, e zás senta-se na cadeira do presidente, e imagina-se ele próprio um presidente.
Nisto pega numa folha de papel e na caneta e começa a escrever um discurso para a nação: “Eu Jorge Vaquinhas sou o vosso exterminador, e gosto muito de viver aqui nesta “palhota branca”, aqui a gente sente-se dono do mundo, toda a gente me obedece, quando quero, mando acender a lareira, mando hastear a bandeira manchada de sangue, dos filhos que arranquei a vós pobres mães. Dou pérolas aos porcos, e rezo para que meus opositores morram na fogueira. Obrigado meu povo por me deixarem estar aqui mais alguns anos, agora, até já gosto de fazer no penico, é preciso ter arte, para não partir o penico ao sentar-se nele, mas estimados amigos, o que eu mais gosto, é desta grandeza, e dos dias santos, quando não está o dono da loja. Então sim, posso pegar no violão, e ir para a varanda cantar: “Não há coisa melhor, do que sentar no penico, a gente faz força, engrossa a veia do pescoço, faço fino, faço grosso e continuo lá sentado até o pôr-do-sol”.
Conclusão do assunto: Vaquinhas está convencido que é preciso ter arte para fazer suas necessidades num penico tão pequeno, com um traseiro tão grande. Para ele, as sanitas não deviam existir. E quando o presidente chegar da sua viagem, ele irá convencê-lo, a tirar todas as sanitas lá em casa branca, para que toda a gente, faça suas necessidades no penico. Isso sim é que é arte….
