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Volta a Portugal: irmão de Acácio da Silva tenta brilhar com equipa do Luxemburgo

Francis da Silva é um quase desconhecido no pelotão do ciclismo nacional, mas traz consigo um apelido de peso na modalidade, pela história do irmão Acácio, o único português a andar de amarelo na Volta a França.

À frente da luxemburguesa Differdange-Losch, o agora diretor desportivo está na Volta a Portugal como “mais um passo” na sua carreira.

Nascido em Montalegre, será para si “importante” ver a partida da sétima etapa daquela vila transmontana, em 09 de agosto, em especial pelo irmão.

Francis da Silva emigrou aos 12 anos para o Luxemburgo, e ali fez quase toda a sua carreira no ciclismo.

“Nasci em Montalegre, fui 12 anos para o Luxemburgo, fui lá criado, comecei lá a correr. Depois veio o Acácio e mais dois irmãos e vivemos sempre neste meio do ciclismo”, afirmou.

Agora faz a sua estreia como diretor desportivo na Volta a Portugal, na qual já esteve como ciclista há mais de 30 anos.

“Descobri a Volta a Portugal em 1986, pelo Louletano. Foi aí que comecei a conhecer um pouco o ciclismo português, no qual há muito bons corredores, sempre o disse e já foi provado. Desta vez estou como diretor desportivo, numa equipa na qual estou há alguns anos”, referiu.

Além da equipa algarvia, Francis da Silva passou, entre outras pela Kas-Mico e Malvor-Bottecchia, ao serviço da qual Acácio da Silva ganhou o campeonato nacional em Sintra, prova que lhe permitiu conhecer ex-ciclistas como Joaquim Gomes, atual diretor da Volta, ou Marco Chagas.

Para a Volta a Portugal, na qual era para estar o seu filho Tiago da Silva, que está a representar o Luxemburgo nos Mundiais militares, o diretor desportivo sabe que não pode ter grandes ambições.

“Vai ser um pouco complicado por causa do calor a que não estamos habituados. Mas acho que podemos fazer um bom resultado numa ou outra etapa. Para a geral será difícil. Vamos tentar fazer o melhor possível”, afirmou.

Francis da Silva considera que “a Volta a Portugal é uma grande prova, uma prova dura, muito exigente”, dizendo que espera não ficar “muito atrás” das equipas lusas.

Hoje, o pelotão cumpre a quinta etapa da Volta a Portugal, entre o Sabugal e Viseu, na véspera do dia de descanso. A prova termina em 12 de agosto.