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Ryanair pode começar a despedir

Os tripulantes de cabine da Ryanair que aderiram à greve europeia que decorreu em Portugal, Itália, Espanha e Bélgica, foram informados, via email, pela transportadora, de que não iriam auferir dos bónus salariais e de que o salário será “devidamente ajustado”.

Os trabalhadores portugueses também receberam esta comunicação na semana passada, revela o Dinheiro Vivo. No e-mail é referido que “será tido em conta como fator relevante de desempenho quando houver oportunidades de promoção” na empresa.

A presidente do Sindicato Nacional Do Pessoal De Voo Da Aviação Civil (SNPVAC) , Luciana Passo admite que possam existir novas greves ainda este verão. “Ainda vamos ter de falar entre todos, isto é uma decisão conjunta. Está-se a tornar um problema insustentável e transversal à Europa e vai ter algum desenvolvimento, porque será a única maneira de ouvirem os tripulantes da Ryanair”, adianta a presidente.

Michael O’Leary, o patrão da Ryanair, diz estar pronto para despedir “em qualquer mercado”. Os sindicatos querem que a Ryanair oiça as reivindicações, os trabalhadores agendam novas greves e Michael O’Leary responde com despedimentos. O CEO da transportadora low-cost ameaçou avançar com despedimentos e transferir trabalhadores para a Polónia caso as greves continuem e o negócio seja afetado.