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Presidente da República de férias nos locais dos incêndios de 2017

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse esta sexta-feira que vai iniciar as férias este sábado, partindo de Vouzela e percorrendo depois os locais mais fustigados pelos incêndios de 2017.

Marcelo Rebelo de Sousa explicou que ainda não tem o roteiro definido para as férias, mas garantiu que irá “conduzir por onde quiser, como quiser, livremente”.

“A minha ideia é mostrar como é importante que haja turismo nas zonas afetadas pelas tragédias do ano passado. Posso cruzar-me com presidentes de Câmara e de Junta, mas agora não é a visita do Presidente da República, a visita oficial com autarcas. Não costumo passar férias com os presidentes de Câmara”, afirmou, durante a visita ao XXV Acampamento Nacional da Associação dos Escoteiros de Portugal, na freguesia da Barosa, em Leiria.

Depois, o chefe de Estado acrescentou, apenas, que irá “correr para aí umas dez praias fluviais”.

Sobre a visita ao acampamento, onde milhares de jovens o esperaram entusiasmados com muitos cânticos e aplausos, o Presidente da República admitiu nunca ter sido escoteiro, mas revelou que o seu pai o foi.

“É a primeira instituição que veio para Portugal e está cá há mais de 100 anos. O meu pai foi desta instituição logo no início dos anos 30. Eu nunca fui escoteiro, mas compreendi sempre o espírito de escoteiro e, sobretudo, percebo e agradeço o papel dos escuteiros em geral e, em particular, da AEP, porque é uma plataforma de diálogo, entre áreas diferentes do país, entre sensibilidades diversas de gente que não é crente, é crente e tem visões diferentes sobre tudo”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O Presidente da República enalteceu ainda que a AEP “aposta naquilo que é fundamental que é a preparação para o futuro”.

“E a preparação para o futuro não é só pensar em Portugal, mas no papel que vão [os jovens] ter no mundo. O país deve muito a esta associação que trouxe cá por duas vezes o fundador do escotismo Baden Powell”, acrescentou.

O grande incêndio de Pedrógão Grande, em junho de 2017, fez 66 mortos e mais de 200 feridos, destruiu cerca de 500 casas e quase 50 empresas.

Já em outubro, 50 pessoas morreram e cerca de 70 ficaram feridas, tendo sido destruídas total ou parcialmente cerca de 1.500 casas e mais de 500 empresas, atingindo 36 municípios da região Centro.