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Preço médio da habitação em Portugal aumenta para 950 euros por metro quadrado

O preço médio da habitação em Portugal aumentou 7,8% durante o primeiro trimestre deste ano, em termos homólogos, fixando-se nos 950 euros por metro quadrado, revelou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

No período em análise, 40 dos 308 municípios portugueses apresentaram um preço mediano de venda de habitação acima do valor nacional, localizados maioritariamente no Algarve (1.424 euros por metro quadrado), na Área Metropolitana de Lisboa (1.283 euros por metro quadrado) e na Região Autónoma da Madeira (1.143 euros por metro quadrado), de acordo com as estatísticas de preços da habitação ao nível local.

Neste âmbito, o município de Lisboa foi o que registou o preço mediano de vendas de habitação mais elevado do país, com o valor de 2.581 euros por metro quadrado.

“Com valores acima de 1.500 euros por metro quadrado destacaram-se ainda os municípios de Cascais (2.004 euros por metro quadrado), Loulé (1.806 euros por metro quadrado), Oeiras (1.739 euros por metro quadrado), Lagos (1.738 euros por metro quadrado), Albufeira (1.613 euros por metro quadrado) e Tavira (1.531 euros por metro quadrado)”, apurou o INE, com base nos dados dos primeiros três meses deste ano.

Ao nível sub-regional, a Área Metropolitana de Lisboa foi onde se verificou a maior amplitude de preços da habitação entre municípios (1.964 euros por metro quadrado): o menor valor registou-se na Moita (617 euros por metro quadrado) e o maior em Lisboa (2.581 euros por metro quadrado), indicam as estatísticas, apontando ainda que “o Algarve e a região de Coimbra apresentaram também um diferencial de preços entre municípios superior a 1.000 euros por metro quadrado”.

Durante o primeiro trimestre deste ano, face ao período homólogo, entre as sete cidades do país com mais de 100 mil habitantes, o Porto (+22,7%) destacou-se por registar o maior crescimento, seguindo-se Lisboa (+20,4%), Amadora (+13%), Vila Nova de Gaia (+10,8%), Funchal (+9,3%), Braga (+8,1%) e Coimbra (+4,1%).

“Nas cidades de Lisboa, Funchal, Porto, Coimbra e Amadora, o preço de venda de alojamentos manteve-se acima do valor do país. As cidades de Vila Nova de Gaia (875 euros por metro quadrado) e Braga (705 euros por metro quadrado) mantiveram, tal como em trimestres anteriores, preços abaixo do valor nacional”, avançou o INE.

Analisando os preços dos alojamentos novos e dos alojamentos existentes, a cidade de Lisboa foi a que verificou maior diferença, com uma variação de 717 euros por metro quadrado, em que os alojamentos novos registaram um valor médio de 3.238 euros por metro quadrado e os alojamentos existentes um valor médio de 2.521 euros por metro quadrado. Contudo, “este diferencial mantém a tendência de descida” na cidade de Lisboa, já que no trimestre anterior foi de 757 euros por metro quadrado.

Segundo as estatísticas do primeiro trimestre deste ano, nas cidades do Porto, Amadora e Vila Nova de Gaia a diferença entre os preços dos alojamentos novos e dos alojamentos existentes foi superior a 400 euros por metro quadrado, tal como no último trimestre de 2017.

Para as cidades com mais de 200 mil habitantes, designadamente Lisboa e Porto, o INE disponibilizou dados por freguesia.

Entre as 24 freguesias do município de Lisboa, Santo António manteve o preço mais elevado da habitação (4.083 euros por metro quadrado) e a maior taxa de variação homóloga (+39,8%), disse o INE, indicando que a freguesia que verificou o menor preço mediano foi Marvila (1.483 euros por metro quadrado), que foi também “a única freguesia com uma evolução negativa do preço da habitação face ao mesmo período do ano anterior”.

Já entre as sete freguesias do Porto destacou-se a União de Freguesias de Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória, com um preço mediano de alojamentos vendidos (1.636 euros por metro quadro) e uma taxa de variação homóloga (+45,2%) superiores aos da cidade Invicta.

Com o menor preço mediano de alojamentos vendidos (801 €/m2) e a menor variação homóloga (+0,9%) registados no Porto, durante o primeiro trimestre deste ano, encontra-se a freguesia da Campanhã.