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Portugal tem 11 atletas em preparação para Jogos Olímpicos de Inverno

A Federação de Desportos de Inverno de Portugal (FDIP) conta atualmente com 11 atletas na preparação olímpica para os Jogos de Inverno de Pyeongchang2018, sendo que dois já têm os mínimos.

Em declarações à agência Lusa, Pedro Farromba, presidente da FDIP, disse que a expectativa é Portugal vir a ter nos Jogos Olímpicos de Inverno, que vão decorrer na cidade sul-coreana entre 09 e 25 de fevereiro do próximo ano, “entre três a quatro atletas”.

O prazo para conseguir o apuramento termina em 26 de janeiro e, neste momento, estão a ser apoiados cinco atletas em esqui alpino, quatro em esqui de fundo, um snowboarder e um praticante de luge.

“Estamos a fazer os possíveis para aumentar o número de atletas. Gostava muito que levássemos, além do esqui, uma outra modalidade. Neste momento, temos atletas espalhados pelo mundo a tentar atingir os mínimos, na Argentina, Chile, Canadá, França, Suíça e Noruega”, disse Pedro Farromba, que foi chefe de missão em Sochi2014, na Rússia, Jogos em que Portugal esteve representado por Camille Dias e Artur Hanse, ambos atletas de esqui alpino e que residem no estrangeiro.

Apesar de ter a ambição de poder levar aos Jogos de Pyeongchang a mais numerosa e diversificada comitiva, Pedro Farromba considera a tarefa “muito difícil”, por a preparação ter começado “muito tarde”, em julho último, altura em que chegou o apoio.

Pedro Farromba disse que o programa de preparação para os Jogos Olímpicos foi apresentado pela FDIP em 2014, mas, como a bolsa que financia as atividades de treino só foi confirmada este ano, torna-se mais difícil cumprir esse objetivo.

No entanto, o dirigente crê que no próximo ciclo olímpico o processo seja mais ágil.

“Eu quero acreditar que vamos ter entre três a quatro atletas em Pyeongchang. Conseguindo nós mostrar que sabemos fazer as coisas, no próximo ciclo olímpico de inverno já vamos conseguir que esse apoio chegue mais cedo”, sublinhou.

Sérgio Figueiredo, selecionador nacional de esqui, destaca a evolução registada e aponta para “quatro a cinco” atletas com potencial de qualificação olímpica.

O técnico sublinha que se estivessem criadas as condições de preparação há mais tempo, os objetivos poderiam ser mais ambiciosos.

“Se o apoio tivesse vindo mais cedo poderíamos ter mais coisas garantidas. A qualificação termina em janeiro. É um período muito curto. Se estivéssemos a falar de há três anos, já era outra preparação e, acima disso, outro tipo de objetivos que podíamos pedir aos atletas”, frisou à agência Lusa.

Se antes o grande objetivo “era estar lá”, neste momento o selecionador conta com o bom momento de forma de Artur Hanse para um atleta luso ficar nos 50 primeiros.

Além de Artur Hanse, Samuel Almeida é o outro atleta já com os mínimos, também em esqui alpino, modalidade em que só podem participar um elemento masculino e um feminino.