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Peregrinos já têm um manual de alimentação

Os peregrinos portugueses têm agora à sua disposição um manual de alimentação especialmente dedicado a eles. A iniciativa partiu da Direção-Geral de Saúde portuguesa que pediu à Escola Superior de Saúde do Politécnico de Leiria que elaborasse um manual que fosse útil para a saúde e bem-estar do peregrino.

O manual integra o Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde e destina-se aos peregrinos, a quem lhes dá apoio e ainda aos responsáveis pelas unidades de restauração às quais eles possam recorrer, mostrando os cuidados a ter para uma alimentação mais adequada à atividade física que realizam durante a caminhada.

Pedro Graça, diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da DGS, salienta que “são muitos quilómetros feitos diariamente por pessoas que, às vezes, têm condições de saúde não indicadas para fazer este desafio físico”. Preocupada com estas situações, a Direção-Geral de Saúde quis criar um documento que “tivesse um conjunto de orientações de fácil leitura por parte de pessoas de qualquer nível de escolaridade, sobre como é que se podem proteger durante o esforço e também para poderem usufruir do percurso e não estarem limitados por aquilo que são as dificuldades inerentes a caminhar tantos quilómetros por dia”.

O livro reúne as colaborações de Cidália Pereira, Rafaela Honório, Catarina Lobão, Débora Franco, Elisabete Roldão, Luís Carrão, Vânia Ribeiro e Mónica Sousa, todos docentes da Escola Superior de Saúde de Leiria.

Cidália Pereira explica ainda que o manual apresenta “as necessidades nutricionais e a sua tradução para os alimentos em três momentos distintos.” Por um lado, “a preparação para a peregrinação, que seriam os três a quatro dias que antecedem a peregrinação, com algumas recomendações muito práticas como de como potenciar o aumento da ingestão energética, cuidados alimentares durante a peregrinação e depois, na fase de recuperação.”

Além disso é também abordada a questão da hidratação. A docente salienta que “a água é fundamental em qualquer uma destas etapas e por isso aparece num subcapítulo para reforçar essa importância.” Também são apresentadas “estratégias muito práticas da forma como o peregrino poderá incrementar a sua ingestão hídrica e de uma forma que possa ser facilmente tolerável pelo organismo.” Para além da componente da alimentação, e dado que se trata de uma Escola Superior de Saúde, são abordadas outras necessidades do peregrino “relacionadas com a segurança, a roupa e o calçado.” Por isso, foi também incluído um segundo capítulo onde “os diversos autores do manual, nutricionistas, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e da fala” procuraram dar “um conjunto de recomendações práticas que respondessem a todas as exigências da peregrinação,” incluindo a ajuda especializada no tratamento de lesões.

O manual, que é gratuito, está disponível para impressão no site Nutrimento.