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Mísia em concerto em Chipre

A fadista Mísia, a celebrar 25 anos de carreira discográfica, apresenta “Para Amália”, no sábado no Odeon, em Paphos, no sudoeste de Chipre, no âmbito da programação da Capital Europeia da Cultura.

A fadista editou em maio de 2015 o CD duplo “Para Amália”, que em abril do ano passado foi galardoado em França com o “Coup de Coeur” da Académie Charles Cros.

No palco do histórico Odeon, um dos monumentos da acrópole cipriota, Mísia é acompanhada pelos músicos Fabrizio Romano, ao piano, André Dias, na guitarra portuguesa e Bernardo Viana, na viola.

O duplo CD em que Mísia canta temas do repertório de Amália Rodrigues (1920-1999) e inéditos – de sua autoria, de Mário Cláudio, de Tiago Torres da Silva e de Amélia Muge -, tinha já obtido em França a máxima classificação da revista Télerama (quatro “clés”), e foi escolhido pela Inrockuptibles para fazer parte de uma lista de “10 Discos para refazer a Europa”.

Mísia, já em 1995, com o álbum “Tanto menos tanto mais”, tinha recebido um prémio da Académie Charles Cros, desta feita, o duplo CD “Para Amália” foi distinguido na categoria “Memória viva”.

Refira-se que Amália Rodrigues foi a primeira artista portuguesa a ser distinguida pela Académie Charles Cros, em 1975, com o Disque d’Or pelo álbum “Com que voz”, no qual gravou, entre outras, composições de Alain Oulman e fados tradicionais, com poemas de Manuel de Alegre, Pedro Homem de Mello, Cecília Meirelles, Alexandre O’Neil, David Mourão-Ferreira e Luís de Camões.

Mísia tem apresentado este álbum em vários palcos internacionais, em março do ano passado, atuou no auditório Cenal Resit Rey, em Istambul, na Turquia.

Em declarações à Lusa, Mísia apresentou o CD como um tributo a Amália, cujo “contributo enorme para o fado podia ter ficado mais claro, quando foi declarado Património Imaterial e da Humanidade”.

Mísia disse que o álbum é “uma prenda a Amália Rodrigues”, e salientou que para si “foi importante ter mais de 20 de anos de trabalho num reportório próprio” antes de abordar o de Amália, apesar de pontualmente ter já cantado temas da diva, nomeadamente “Lágrima” (Amália Rodrigues/Carlos Gonçalves).

A ideia do álbum surgiu em junho de 2014, quando Mísia apresentou no Festival de Fado de Madrid, o espetáculo “Tributo a Amália”, e em dezembro desse mesmo ano entrou em estúdio em Lisboa, acompanhada pelos músicos Luís Guerreiro na guitarra portuguesa, Daniel Pinto, na viola e viola baixo, e Fabrizio Romano, ao piano.

O duplo álbum é constituído por um CD em que Mísia interpreta, acompanhada ao piano, as composições de Alain Oulman, e de alguns poetas eruditos que Amália gravou, e no outro CD, acompanhada à guitarra e à viola, o repertório mais tradicional da fadista, nomeadamente “À janela do meu peito”, “Flor de lua” e “Rosinha da serra de Arga”, do folclore minhoto.