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Militares portugueses inativam engenhos explosivos na República Centro-Africana

Uma equipa de militares portugueses inativou engenhos explosivos encontrados em Bangui, capital da República Centro-Africana, no âmbito de uma missão das Nações Unidas naquela região, indicou esta terça-feira o Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA).

De acordo com um comunicado, a equipa de EOD (“Explosive Ordnance Disposal”) da 3.ª Força Nacional Destacada na missão das Nações Unidas na República Centro-Africana foi ativada no final da semana passada, para recuperar e inativar vários engenhos explosivos encontrados em Bangui, capital da República Centro-Africana.

Na madrugada do dia 26 de julho, com a escolta da Força de Reação Rápida portuguesa, a equipa de EOD deslocou-se a dois locais identificados por civis, com o objetivo de recuperar duas granadas que se encontravam em dois locais distintos.

Apesar da equipa EOD ter como missão primária o apoio às operações da Força de Reação Rápida portuguesa, o comando da missão solicitou este apoio, uma vez que a força portuguesa é a única com esta valência neste teatro de operações.

No dia seguinte, 27 de julho, todos os engenhos recuperados foram destruídos em segurança no campo de tiro de Kassai, em Bangui.

O país caiu no caos e na violência em 2013, depois do derrube do ex-presidente François Bozizé por vários grupos juntos na designada Séléka (que significa coligação na língua franca local), que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas sob a designação anti-balaka.

Desde então, a quase totalidade do país é controlada por grupos armados e milícias, que cometem violências e abusos sem fim. Uma missão da Organização das Nações Unidas (MINUSCA), presente no país desde 2014, e um exército nacional, em formação, procuram restabelecer a ordem.

O governo do Presidente Faustin Touadera, um antigo primeiro-ministro, que venceu as presidenciais de 2016, controla cerca de um quinto do território. O resto é dividido por pelo menos 14 milícias, que, na sua maioria, procuram obter dinheiro através de raptos, extorsão, bloqueio de vias de comunicação, recursos minerais (diamantes e ouro, entre outros), roubo de gado e abate de elefantes para venda de marfim.

O conflito neste país, que tem o tamanho da França e uma população que é menos de metade da portuguesa (4,6 milhões), já provocou 700 mil deslocados e 570 mil refugiados e colocou 2,5 milhões de pessoas a necessitarem de ajuda humanitária.

Portugal está presente no país, no quadro da MINUSCA, com a 3.ª Força Nacional Destacada Conjunta, composta por 159 militares, dos quais 156 do Exército, sendo 126 paraquedistas, e três da Força Aérea, que iniciaram a missão em 05 de março de 2018 e têm a data prevista de finalização no início de setembro deste ano.

Os 159 militares que estão no terreno compõem a Força de Reação Rápida da MINUSCA, têm a base principal na capital, junto ao aeroporto, e já estiveram envolvidos em quase duas dezenas de confrontos.