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Évora vai ser um laboratório vivo para a descarbonização

O Fundo Ambiental, que resulta da extinção do Fundo Português de Carbono, do Fundo de Intervenção Ambiental, do Fundo de Proteção dos Recursos Hídricos e do Fundo para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade, aprovou a candidatura da Câmara Municipal de Évora para a implementação do projeto Laboratório Vivo para a Descarbonização de Évora (LVpD).

Um Laboratório Vivo para a Descarbonização traduz-se na adaptação de um espaço urbano com identidade local por forma a tornar-se num espaço de teste, demonstração e apropriação de soluções tecnológicas integradas em contexto real que promovam a descarbonização da vivência em cidades, através da integração de soluções nos domínios, entre outros, dos transportes e mobilidade, eficiência energética em edifícios, serviços ambientais inovadores e promoção da economia circular, numa lógica de interação entre o município, os centros de conhecimento, as empresas, as indústrias e os cidadãos. Pretende afirmar-se como um ambiente de baixo carbono, resiliente, acessível, participado e conectado.

O projeto apresentado por Évora, uma das 10 candidaturas aprovadas a nível nacional, a desenvolver no Centro Histórico (CHE), terá uma forte componente ao nível do envolvimento da população, pretendendo-se com este projeto identificar e testar soluções convergentes com os princípios enunciados no Pacto de Autarcas e nos Acordos de Paris mas, também, consolidar modelos de trabalho suscetíveis de virem a ser replicáveis em cidades de todo o mundo.

O projeto centra-se na redução de CO2 no âmbito do estabelecido no pacto dos autarcas. Ao nível da mobilidade, no que se refere ao transporte público e transporte de mercadorias, destaca-se a implementação de modelos e soluções tecnológicas que contribuam para cumprir os objetivos de redução do CO2 e recolher dados informativos úteis para a elaboração do Plano de Mobilidade para o CHE. Da parte da CME, prevê-se operações urbanas mais sustentáveis através da utilização de pequenas viaturas elétricas.

Os laboratórios vivos para a descarbonização têm como objetivo cocriar cidades mais inovadoras, sustentáveis, inclusivas e resilientes, com vista a melhorar a qualidade de vida dos cidadãos e das comunidades e, entre outros aspetos, fomentar a descarbonização das cidades, através da implementação de soluções tecnológicas que aumentem a eficiência e reduzam o consumo de energia.

No seu relatório final, o Fundo Ambiental revela que a candidatura de Évora mereceu avaliação geral positiva, com avaliação de excelente no critério Inovação e Excelência.

“A localização do projeto apresenta características distintivas, por um lado, por incidir num centro histórico, que representa um desafio que não se restringe à implementação do LVpD, pois assume atributos de planeamento urbano e, por outro, por se localizar numa zona estruturante e de forte presença turística permitindo uma intervenção na indução/perceção do laboratório vivo”, pode-se ler.