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Eurodeputada portuguesa apoiou igualdade de salários nos “media”

O relatório sobre a Igualdade de Género nos Meios de Comunicação na União Europeia subiu a votação em plenário esta terça-feira, em Estrasburgo. Liliana Rodrigues viu três das suas alterações serem aprovadas, incluindo a introdução de medidas vinculativas de promoção do salário igual por trabalho igual. Após estas alterações terem sido recusadas na Comissão dos Direitos da Mulher e Igualdade dos Géneros, a eurodeputada socialista reuniu as 76 assinaturas necessárias para poder apresentá-las perante todos os deputados do Parlamento Europeu.

Após longos meses de negociação, com um Partido Popular Europeu que assumiu uma posição demasiado conservadora sobre a ideia da igualdade de género no sector dos meios de comunicação social, tivemos agora a oportunidade de ir um pouco mais longe neste relatório”, referiu Liliana Rodrigues.

Sobre as medidas aprovadas, a eurodeputada socialista afirmou que “a introdução das medidas vinculativas pretende seguir um pouco na linha daquilo que já começou a ser feito, este ano, na Islândia, o primeiro país do mundo a legislar sobre a igualdade salarial entre homens e mulheres, estando agora os empregadores obrigados a certificar que pagam o mesmo salário para o trabalho igual, independentemente do género”. Isto acontece, acrescentou Liliana Rodrigues, “num país que, segundo dados do Fórum Económico Mundial, surge já como o melhor do mundo em questões da igualdade de género”.

Para além da introdução de medidas vinculativas de promoção do salário igual por trabalho igual, a eurodeputada socialista viu ainda aprovadas as alterações relativas à divulgação das disparidades salariais por parte dos meios de comunicação social e à recusa de quaisquer conteúdos que promovam a discriminação ou a violência com base no género, especialmente de pessoas da comunidade LGBTI.

De referir ainda que em votação em plenário esteve também o relatório sobre o “Reforço da coesão económica, social e territorial na União Europeia”, documento que integra a alteração proposta por Liliana Rodrigues com vista à criação de um mecanismo específico de financiamento pós-2020 para as regiões ultraperiféricas (RUP) que dê apoio à integração de migrantes.

No momento da apresentação da proposta, a eurodeputada socialista revelou ter tido em conta a situação dos luso-venezuelanos que têm chegado à Região Autónoma da Madeira nos últimos anos. O relatório foi aprovado por 506 votos a favor, 71 contra e 45 abstenções e segue agora para a Comissão Europeia.