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Diálogos com as Comunidades: PSD na Suíça critica datas escolhidas

José Martinho é o novo líder do Partido Social Democrata da Suíça © Gazeta Lusófona

A secção suíça do Partido Social Democrata (PSD) manifestou hoje o seu desagrado relativamente à data escolhida para a realização dos “Diálogos com as Comunidades” em terras helvéticas, iniciativa organizada pelo Senhor Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas.

Numa missiva enviada pelo presidente do PSD Suíça, José Martinho, ao Ministro dos Negócios Estrangeiros, pode ler-se que “apesar de todo o apreço que nos merecem estes Diálogos com as Comunidades, pensamos que agendá-los para o fim de semana em que decorre em Lisboa o Congresso nacional do PSD, privando assim os nossos representantes de neles participarem, é, no mínimo, bastante discutível.”

Lembrando que desde Outubro do ano passado que é do conhecimento público que no próximo fim de semana terá lugar a reunião magna do PSD, e que por via disso até a Assembleia da República suspende os seus trabalhos, José Martinho repudia ainda o facto de, independentemente de poder ou não participar nesta iniciativa, o Deputado PSD eleito pelo Círculo da Europa ter sido convidado com apenas 72 horas de antecedência.

“Não é a primeira vez que tal sucede, e diga-se em abono da verdade, a Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas até está a fazer progressos.

Com efeito, já em Janeiro 2017, o deputado Carlos Gonçalves recebeu uma comunicação proveniente do Gabinete do Senhor Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas informando que 48 horas depois teria lugar a 2.ª edição dos Diálogos com a Comunidade em Inglaterra, estando previstas sessões com vários membros do Governo em Londres e Manchester”, pode ler-se na missiva enviada a Augusto Santos Silva.”

O Presidente do PSD Suíça refere que este modo de operar começa a ter ares de premeditação. E termina dizendo que “é verdade que dá jeito dialogar sem a participação do maior partido das Comunidades Portuguesas, bem como sem a presença do Deputado PSD eleito pelo Círculo da Europa. Mas, em nossa opinião, o Governo dá um sinal muito negativo e até de algum receio face a essas mesmas Comunidades.”