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Carneiro: integração do português no ensino oficial é prioridade

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, disse quarta-feira que a promoção do ensino da língua portuguesa é importante num momento em que a Venezuela prepara a sua integração no sistema oficial.

O governante destacou também a promoção da língua portuguesa como motivo de integração para os portugueses que querem regressar a Portugal ou aos Países de Língua Oficial Portuguesa.

“A promoção do ensino de língua portuguesa na Venezuela é uma grande prioridade na medida em que constitui um fator essencial, quer à boa integração dos portugueses neste país, mas constitui um motivo e um fator de mobilidade muito importante para aqueles que querem regressar a Portugal ou a países de língua portuguesa e que têm na língua fator de integração social, ao nível profissional, empresarial e económica”, disse à agência Lusa, em Caracas.

Segundo o secretário de Estado, por esta razão teve vários contactos com o presidente do Instituto Camões, bem como com instituições venezuelanas de ensino superior.

“Estabelecemos um acordo com a Universidade de Carabobo, visitámos a Unidade Pedagógica Experimental Libertador, que tem um protocolo estabelecido em dezembro de 2016, no seguimento da primeira visita que realizámos ao país e que tem por principal objetivo formar professores de língua portuguesa”, disse.

Por outro lado, precisou que há hoje “cerca de 1.200 alunos no básico e secundário a estudarem a língua portuguesa” na Venezuela.

“Investimos cerca de 150 mil euros por ano na promoção e defesa da língua portuguesa, quer com o ensino como língua de herança, como ensino integrado, e temos ouvido da parte das instituições uma vontade muito genuína de integrarem a língua portuguesa como oferta nas escolas públicas”, disse.

Segundo José Luís Carneiro, é uma boa notícia que, a partir de setembro ou outubro, pela primeira, vez a oferta de língua portuguesa seja integrada nas escolas públicas venezuelanas.

“Isto constituirá mais um fator da boa integração cívica dos portugueses na Venezuela, mas muito particularmente também um fator da sua mobilidade para os países de expressão oficial portuguesa e, naturalmente, também de sua boa integração caso decida regressar a Portugal”, sublinhou.

Por outro lado, reiterou “que, para além deste número de alunos na Venezuela, do básico e do secundário, cerca de 1.200 alunos, 450 no ensino superior, mas existem atualmente em Portugal do 950 alunos que estão nas escolas da Madeira e do continente”, do pré-escolar ao ensino secundário.