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Artista portuguesa apresenta primeira exposição em Londres

A artista portuguesa Rita GT vai apresentar o projeto “Escola ao Lado (School next door)”, que questiona a rigidez dos modelos de produção de conhecimento, de 22 de março a 03 de abril, em Londres.

Trata-se da primeira exposição individual em Londres da artista e performer, que decorrerá na Galeria 50 Golborne, onde apresentará este projeto, composto por uma série de lições itinerantes, de acordo com a comunicação do ateliê.

O objetivo deste projeto é desconstruir as hierarquias do dispositivo escolar e questionar a rigidez dos modelos atuais de produção e circulação do conhecimento.

A primeira lição – intitulada “Aprender com Golborne” – é dedicada ao tema da emigração e tem por base a experiência da comunidade portuguesa residente em Golborne Road, desde as décadas de 1960/1970.

As motivações para sair de Portugal, a fuga à Guerra Colonial e a relação com o país de acolhimento, entre outras, serão algumas das questões em foco, segundo descreve no texto a curadora, Ana Cristina Cachola.

Rita GT participou em várias exposições coletivas na capital inglesa, nomeadamente em janeiro, na mostra “Dialogues” da London Art Fair 2018 e, em 2017, na exposição anual de verão da Royal Academy.

Além do conjunto de obras em exposição, que foram criadas pela artista durante um período de residência artística em Golborne Road, “Aprender com Golborne” vai incluir também uma performance com o cantor e compositor nigeriano Keziah Jones.

Do programa faz ainda parte uma aula testemunho de George Shire, curador e crítico cultural nascido no Zimbabué e radicado no Reino Unido, a propósito de migrações, conversas com a historiadora de arte Yvette Greslé, assim como um programa de aulas de português, culinária e karaoke.

Rita GT (iniciais de Guedes Tavares) nasceu no Porto, em 1980, mas vive e trabalha, há vários anos, entre Viana do Castelo e Luanda.

Licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, os seus trabalhos refletem sobre os temas da identidade e memória, género e colonialismo.

Foi comissária do Pavilhão de Angola na Bienal de Veneza, em 2015, em 2017 foi uma das artistas não africanas convidadas a expor na 1.ª Bienal de Lagos, na Nigéria.

Em 2015, apresentou a performance intitulada “We Shall Overcome!”, que aborda as injustiças sociais, económicas e políticas, no Museu Nacional de Arte Contemporânea – Museu do Chiado (MNAC-MC), em Lisboa.

Nas suas obras, trabalha principalmente com cerâmica, instalação, performance, vídeo e fotografia e os seus trabalhos são descritos frequentemente como interventivos, subversivos e inconformistas.

Depois de apresentar a primeira lição em Londres, a “Escola ao Lado” segue para Viana do Castelo.