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Robinho condenado a nove anos de prisão por abuso sexual

O avançado internacional brasileiro Robinho, atualmente no Atlético Mineiro, foi condenado a nove anos de prisão em Itália por um alegado crime de violência sexual. O caso remonta a 22 de janeiro de 2013, quando o jogador representava o AC Milan e terá conhecido uma jovem albanesa durante um jantar, que meses mais tarde terá feito queixa de que teria sido alvo de uma violação por parte de um grupo de cinco homens onde se incluía o jogador brasileiro.

De acordo com a imprensa italiana, apesar da condenação por parte da nona secção do Tribunal de Milão, presidida por Mariolina Panasiti, o sistema de justiça italiano permite vários níveis de recurso, por isso o veredito é colocado em stand by até que todo o processo seja concluído. Ou seja, para já nenhuma sentença será aplicada.

Robinho foi chamado a depor em 2014 sobre este caso. O Ministério Público italiano chegou a pedir a prisão preventiva do avançado, mas a juíza encarregue do caso rejeitou o pedido por considerar não existir risco de reincidência, fuga ou destruição de provas.
Na sequência das notícias que foram publicadas na altura, o jogador emitiu mesmo um comunicado a negar tudo e a garantir que não teve qualquer participação no caso.

Em comunicado, o jogador, que negou ter tido qualquer participação no episódio pelo qual foi julgado, disse que “todas as medidas legais” estão a ser tomadas relativamente “a esta decisão de primeira instância”.

Segundo os meios locais, citados pela agência EFE, um amigo de Robinho também foi condenado a nove anos de prisão por participar na violação, enquanto o processo contra as outras quatro pessoas foi suspenso, por não se conhecer a sua identidade ou paradeiro.

Durante o julgamento, a jovem, que deverá receber uma indemnização de 60.000 euros, declarou que conhecia o futebolista, assim como alguns dos seus amigos, e que, naquela noite, esteve com eles e com duas amigas no Sio Café de Milão.

No seu depoimento, revelou que depois de as suas amigas terem deixado o local, o grupo de homens lhe ofereceu bebida até deixá-la inconsciente, anulando assim a sua capacidade de resistir à violação.

Em outubro de 2014, quando foi tornada pública a investigação, o brasileiro negou as acusações.

Em 2009, quando representava o Manchester City, na liga inglesa, o avançado foi investigado pela polícia por uma alegada violação num clube noturno de Leeds, mas, após ter prestados declarações, foi libertado.