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O regresso das raparigas da grelha de partida

Depois de uma acesa troca de argumentos e do anúncio definitivo da Liberty que ditou o ponto final das “grid girls” desde o mês de janeiro, o  Grande Prémio que se realizará no próximo domingo no Mónaco voltará a receber as modelos, que permanecerão à frente dos carros de Fórmula 1 no alinhamento inicial. Os organizadores monegascos desafiaram as diretrizes da corporação que rege o Mundial, numa etapa que marcará o regresso das raparigas que se tornaram imagem de marca da competição na década de 70, explica o jornal Público.

“Não tivemos problemas com a Liberty Media, excepto no que dizia respeito às raparigas da grelha. Elas estarão lá”, confirmou Michel Boeri, presidente do Clube Automobilístico do Mónaco ao Monaco-Matin, publicação local do principado. Naquele que será um acontecimento pontual, as modelos não terão placas com os nomes dos condutores e das equipas, como se verificou no passado. Na pista monegasca, as jovens irão recolher imagens dos pilotos e dos carros, que irão ser publicadas nas redes sociais.

Ao anúncio de Boeri juntou-se a Rússia, garantindo que a etapa realizada no país contará também com a presença das meninas da grelha de partida: “Elas são maravilhosas. Estamos a desenvolver abordagens criativas que permitirão às raparigas ficarem juntos aos carros. Podem ser atletas. Podem ser embaixadoras das artes russas. Mas, a minha tarefa, é ter as nossas raparigas no alinhamento inicial”, disse Sergey Vorobyev, promotor da etapa de Fórmula 1 na Rússia.

Desde a decisão da Liberty de banir as modelos da grelha de partida, os organizadores das etapas passaram a homenagear jovens corredores que, no seu país de origem, venciam títulos em provas automobilísticas. Essa parceria intitulava-se “Grid Kids” (miúdos da grelha, em português), e permitia às crianças estarem junto aos seu ídolos, antes do início de cada corrida.

No momento em que foi revelada a decisão, o presidente da FIA (Federação Internacional do Automóvel), Jean Todt, em conjunto com o F1 Group, afirmou que a proibição serviria como forma de motivação para os jovens pilotos: “Estamos muito contentes por trazermos o sonho um pouco mais perto, ao dar aos futuros campeões a oportunidade de estarem ao lado dos seus heróis na grelha inicial. Que melhor maneira para inspirar a próxima geração de heróis da Fórmula 1?”.