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Museu da Baleia na Madeira celebra aniversário com arpão do filme “Moby Dick”

O Museu da Baleia na Madeira comemora esta segunda-feira 28 anos, com a entrada na exposição permanente do arpão original usado no filme “Moby Dick”, de 1956, disse à agência Lusa a diretora da instituição, Ana Nóbrega.

Duas peças irão integrar a exposição permanente do museu a partir de hoje, sendo uma delas o arpão original usado no filme “Moby Dick”, de Jonh Huston, que tem o ator Gregory Peck como protagonista, na interpretação do capitão Ahah, e o argumento adaptado pelo escritor Ray Bradbury.

“Uma [dessas peças] é o arpão original utilizado no filme ‘Moby Dick’, e ainda bem que houve alguém com sensibilidade para guardar este arpão que foi utilizado pelo ator Gregory Peck, neste filme”, disse Ana Nóbrega.

A sensibilidade relatada pela diretora provém do francês Jacques Solaire, um médico de profissão a viver em França, mas com ligações ao Caniçal – local do museu da Baleia na Madeira -, que há anos mantém uma habitação naquele local.

De acordo com a diretora, Jacques Solaire é o responsável por muitas das atuais fotografias de caça à baleia patentes no museu, “tiradas por ele em algumas expedições que acompanhou”.

A obra de Herman Melville – “Moby Dick” – tem ainda mais uma curiosidade relativamente à ligação com Caniçal.

“Há um facto que muita gente desconhece, mas parte [das filmagens] da caça à baleia foram gravadas na Madeira, no mar em frente ao Caniçal, num total de 16 minutos, facilmente identificáveis para quem conhece a zona costeira da ilha da Madeira”, explicou.

A segunda peça a ser colocada na exposição permanente é um “maxilar com ilustração de uma cena de baleação”.

As peças alusivas à baleação remetem para o impacto que a atividade teve no quotidiano das comunidades, no passado, tanto a nível regional como a nível mundial, e para a importância de as compreender, no presente, como um contributo para a formação da identidade e salvaguarda do património e da herança cultural.

Ana Nóbrega reconhece que, no futuro, o museu quer continuar a trabalhar com o público mais jovem, na região, além de continuar a apostar em alguns projetos científicos.

“Será feita, em breve, uma campanha piloto de acompanhamento e estudo da migração das baleias de Bryde”, disse, referindo-se a uma das espécies de cetáceos mais comuns na região.

Em 2017, e de acordo com os dados fornecidos, visitaram o Museu da Baleia, na Madeira, 27.385 pessoas.