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Kia Rio: saiba que motorização comprar

Antes de começarmos a comparar valores, prestações e consumos, teremos de falar um pouco acerca do novo Kia Rio, um automóvel que ainda é desconhecido para uma boa parte da população.

O Rio tem um design bastante atrativo, desportivo e jovem, mas também consegue preencher os gostos das pessoas com mais idade que pretendem um bom automóvel “pequeno” para viajar e para utilizar no dia-a-dia.

É um carro que fica bem em todas as idades e que começa a não deixar indiferente os mais céticos em relação às marcas coreanas. A qualidade e fiabilidade da Hyundai e da KIA estão mais do que provadas, ultrapassando mesmo as marcas alemãs no que toca à fiabilidade e durabilidade.

O Kia Rio revoluciona o segmento em termos de design e parece à primeira vista ser um automóvel “premium”, com uma postura mais desportiva e arrojada que lhe oferece um ar mais robusto e elaborado.

Na dianteira encontramos luzes de iluminação diurna em LED, uma grelha preta brilhante de dimensões bastante generosas e faróis de nevoeiro embutidos numa moldura também preta brilhante. O capô assume um corte desportivo e “vincado”.

Na traseira continua o aspeto irreverente, com um difusor de grandes dimensões, farolins elegantes e iluminação LED.

Nas laterais a silhueta é elegante e faz-se acompanhar por jantes desportivas de 16 ou 17 polegadas (16″ nas versões ensaiadas), vidros traseiros escurecidos e luzes de pisca nos retrovisores.

Quando passamos ao interior somos surpreendidos com uma qualidade de construção exemplar, materiais que não são os melhores do segmento, mas que não são de fraca qualidade. O design oferece simplicidade, elegância e funcionalidade. O equipamento continua a ser a palavra de ordem das marcas coreanas.

O Rio tem um sistema de navegação e multimédia completíssimo, com boa imagem e preparado para o sistema Android Auto e Apple CarPlay. Estes sistemas de navegação e multimédia da Kia oferecem pelo menos cinco anos de serviços conetados e apresentam inúmeras funcionalidades que não se encontram noutros sistemas de marcas mais conceituadas. No Kia Rio este sistema aparece num ecrã de 7 polegadas e associa-se ainda a entradas USB e Aux e quatro colunas de som associadas a dois tweeters.

As novidades não se ficam pelo sistema de navegação e multimédia. O Rio na versão mais equipada, a TX, oferece ar condicionado automático, câmara de ajuda ao estacionamento traseiro, volante aquecido, assentos dianteiros aquecidos e bastante espaço.

Viajamos à vontade nos lugares dianteiros, e nos lugares traseiros o KIA Rio é bastante semelhante aos concorrentes do segmento. A bagageira é uma das maiores, contando com 325 litros de capacidade. É o único utilitário a apresentar tomada de carregamento USB para os lugares traseiros.

Os sistemas de segurança ativa e passiva incluem controlo eletrónico de estabilidade, sistema de ajuda ao arranque em subida, controlo da pressão dos pneus, travagem autónoma de emergência em cidade (opcional) e aviso de transposição involuntária de faixa (opcional).

A posição de condução é bastante agradável e facilmente se adequa a todos os gostos. O volante e a maneta da caixa de velocidades são bem conseguidos, embora o punho da caixa de 5 velocidades (gasolina) seja mais agradável que o punho da versão diesel com caixa de 6.

O novo Kia Rio já tem “a mão” do ex-responsável da divisão “M” da BMW, Albert Biermann, por isso as alterações ao nível da direção, travagem e chassi são notáveis. O utilitário coreano que não tinha um comportamento de registo, conta agora com uma dinâmica que é uma referência no segmento.

Um comportamento em curva formidável, um chassi bastante equilibrado, uma direção direta e desportiva: o Kia Rio está… no ponto!

As alterações entre os modelos ao nível do exterior e interior ficam-se pelo quadrante, ao nível das rotações e no punho da caixa de velocidades, como já foi referido.

Tudo é uma questão de números! Antes de começarmos a fazer contas à vida é necessário alertar para o facto do motor a Gasolina 1.0 T-GDI estar disponível apenas na versão TX e o motor diesel em todas as versões LX, SX, EX e TX (esta última foi a versão ensaiada). Quem não queira tanto equipamento mas pretenda uma motorização a gasolina vê-se “obrigado” a optar pela motorização 1.2 litros de 84cv, prescindindo da performance oferecida pela motorização 1.0 Turbo.

Relativamente ao motor 1.0 litros T-GDI, este bloco conta com 100cv e 172Nm de binário. Podemos dizer que é um motor bastante equilibrado, que oferece ao Kia Rio prestações despachadas com consumos que rondaram no nosso ensaio os 5,8 Litros a cada 100km.

O Kia Rio 1.0 litros T-GDI acelera dos 0 aos 100km/h em 10,7 segundos e atinge uma velocidade máxima de 188km/h.

Esta motorização encontra-se associada a uma caixa manual de 5 velocidades algo longa, mas agradável na utilização.

Relativamente ao motor 1.4 CRDi diesel com 90cv e 240Nm de binário, este motor não é tão “vivo” quanto a motorização a gasolina. Esta situação poderá verificar-se, em parte, devido aos 1500km que tinha o automóvel de ensaio, pelo que esta motorização poderá ganhar alguma “genica” extra com a quilometragem. Ainda assim conseguimos uma média de 5,4 Litros a cada 100km.

As prestações ficam-se por 12 segundos dos 0 aos 100km/h e 175km/h de velocidade máxima.

O motor 1.4 CRDi está associado a uma caixa de 6 velocidades bem escalonada e concebida para privilegiar os consumos de combustível.

Nas duas motorizações com o mesmo nível de equipamento existe uma diferença de valor que ronda os 3000 euros. Ambos os modelos beneficiam de uma garantia de 7 anos oferecida pela Kia.

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