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Exposição em Viseu recebe selo de evento do Ano Europeu do Património Cultural

A Câmara de Viseu anunciou esta quarta-feira que a exposição “Viseu Rural 2.0: [Re]expressar o Rural”, que pode ser vista na Várzea de Calde, obteve o selo de evento oficial do Ano Europeu do Património Cultural.

“Esta atribuição foi concedida diretamente pela Comissão Europeia, a primeira a nível nacional, pelo facto de a exposição patente ser parte integrante do projeto europeu Tramontana, como tal projetando o património cultural das zonas rurais do município de Viseu para além fronteiras”, refere a autarquia, em comunicado.

A exposição – que se encontra na Casa de Lavoura e Oficina do Linho de Várzea de Calde até 31 de agosto – insere-se “numa lógica de diálogo profícuo com outras regiões rurais europeias que partilham, em muitos casos, de tradições e memórias semelhantes”, acrescenta.

Cofinanciada pelo município de Viseu e pelo Programa Europa Criativa da Criativa da União Europeia (Rede Tramontana de arquivos da memória de zonas rurais europeias), a exposição constitui o resultado final de três anos de intervenção, numa parceria da Binaural/Nodar com a Casa de Lavoura e Oficina do Linho de Várzea de Calde e com a Junta de Freguesia de Calde.

Segundo a autarquia, esta parceria levou a “dezenas de recolhas videográficas e sonoras ligadas ao ciclo do linho realizadas com habitantes locais e a diversos trabalhos agrícolas e profissões tradicionais, numa série vasta de captações de paisagens sonoras da ruralidade da freguesia”.

Foram também acolhidas “várias obras criativas desenvolvidas na freguesia por artistas nacionais e estrangeiros e cerca de vinte ações educativas de descoberta sonora do espólio da Casa de Lavoura e Oficina do Linho”, acrescenta.

A Rede Tramontana de arquivos da memória de zonas rurais europeias integra entidades culturais independentes que desenvolvem trabalho etnográfico em zonas de montanha de Portugal (Binaural/Nodar), Espanha (Audiolab), França (Nosauts de Bigòrra, Numériculture Gascogne e Eth Ostau Comengés), Itália (Bambun e LEM Itália) e Polónia (Akademia Profil), sendo o projeto atualmente liderado enquanto chefe-de-fila pela associação portuguesa.

A autarquia explica que “o Ano Europeu do Património Cultural de 2018 visa dar destaque à riqueza do património cultural da Europa, salientando o seu papel na promoção de um sentimento partilhado de identidade e na construção do futuro da Europa”.

“Milhares de iniciativas e eventos em toda a Europa darão a possibilidade de envolver cidadãos de todas as origens. O objetivo é alcançar um público tão vasto quanto possível, em particular as crianças e os jovens, as comunidades locais e as pessoas que raramente têm contacto com a cultura, a fim de promover um sentimento comum de apropriação”, acrescenta.