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Bruxelas revê em baixa crescimento europeu em 2018 e alerta para riscos significativos

European Union

A Comissão Europeia reviu esta quinta-feira em ligeira baixa o crescimento da economia europeia para este ano, antevendo que abrande para os 2,1% na zona euro e na União Europeia, e adverte para “riscos significativos” de nova revisão em baixa.

Depois de nos dois anteriores exercícios de previsões macroeconómicas – as do inverno (em fevereiro) e da primavera (em maio) – ter antecipado um crescimento do PIB de 2,3% este ano tanto no espaço da moeda única como no conjunto da União Europeia, o executivo comunitário, nas suas previsões intercalares de verão hoje divulgadas, indica que “após cinco trimestres consecutivos de expansão vigorosa, a dinâmica económica abrandou no primeiro semestre de 2018”, levando a uma revisão em baixa de 0,2 pontos percentuais.

Embora acredite que “a dinâmica de crescimento se fortaleça de alguma forma durante o segundo semestre do ano”, e que continuam a estar reunidas “as condições fundamentais para um crescimento económico sustentado”, com as perspetivas de “uma melhoria das condições do mercado de trabalho, um declínio do endividamento das famílias, e a manutenção de uma elevada confiança do consumidor e de uma política monetária que apoia”, Bruxelas adverte todavia para a “crescente incerteza”.

“Ainda que o recente desempenho económico robusto já tenha dado provas de resiliência, as previsões continuam à mercê de riscos negativos significativos, que aumentaram desde a primavera”, alerta Bruxelas.

A Comissão explica que as suas previsões de hoje partem do princípio de que não haverá uma escalada ainda maior nas tensões comerciais, mas que, se tal se verificar, haverá consequências negativas a nível do comércio e do investimento.

“Outros riscos incluem um potencial para volatilidade dos mercados financeiros relacionado, sobretudo, com riscos geopolíticos”, aponta.

Num primeiro comentário às previsões económicas de hoje, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, observou que Bruxelas continua a esperar uma expansão da economia europeia em 2018 e 2019, mas sublinhou que “uma escalada ainda maior de medidas protecionistas constituem um risco claramente negativo”.

“As guerras comerciais não produzem vencedores, apenas vítimas”, disse.

Relativamente à inflação, o outro indicador macroeconómico contemplado nestas previsões intercalares – as próximas completas serão as de outono, em novembro -, a Comissão Europeia procede a uma pequena revisão em alta, de 0,2 pontos percentuais tanto na zona euro (para uma taxa de 1,7%), como na UE (para 1,9%), como resultado do aumento dos preços do petróleo desde a primavera.