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Blind Zero tem uma palavra a dizer

Os Blind Zero editam “Often Trees”, um disco surpreendente, químico e intemporal, revelador da enorme criatividade da banda. Depois de uma actuação surpreendente na televisão portuguesa do seu single “You Have Won”, o novo trabalho da banda já está nas lojas em vários formatos: digital, CD e cassete.

Produzido por Nuxo Espinheira, “Often Trees”, foi misturado por Nelson Carvalho e masterizado em Nova Iorque por Andy VanDette (David Bowie, The Dear Hunter, Beastie Boys, Tim Burton e Danny Elfman).

Ao já conhecido single “You Have Won”, tema de avanço, juntam-se “Our Place by The Lake”, “Tormentor”, “Lost in Another Mental Escape”, “Queen : Someone”, “Palm”, “The Siren”, “It’s a Bright Bright Night”, “Chromosphere“ e a participação em “War is Over” de Jo Hamilton (compositora e multi-instrumentista de Birmingham, autora do muito aclamado “Gown”).

Mais do que pela contemplação, este disco toma parte. Tem uma palavra a dizer. Engloba um imaginário sombrio e poético, de perseguição e novelos, passeia pela berma dos lagos e sobe à copa das árvores. O imaginário não podia ser mais tenso.

“Often Trees”, o oitavo álbum dos Blind Zero, é um disco de mutação sonora, onde a cada escuta multiplicam-se novas camadas. O seu tronco robusto assenta também no uso de equipamento analógico com mais de quatro décadas e na longa experimentação em busca do detalhe.

A visão perturbadora de “Tormentor”, a subtração da luz em espelho de “It’s a Bright Bright Night”, os passos tomados pelas nuvens em “Our Place by the Lake”, a ironia agonizante de “Queen: Someone”, a despedida a pés firmes com “You Have Won”. A perturbação policial e asfixia em “The Siren”, a perfeição sincopada de “Palm”, os destroços de guerra de “War is Over” ou os beats perturbadores de “Lost in Another Mental Escape” ou a vertigem angular de “Chromosphere” (faixa que encerra o disco). Um disco que pretende não ficar indiferente e a obra maior da banda até à data.

Com 23 anos de percurso, o grupo, de Miguel Guedes, Nuxo Espinheira, Pedro Guedes, Vasco Espinheira e Bruno Macedo revela, uma vez mais, a sua capacidade de reinvenção sem perder a identidade que os distingue e os tem projetado ao longo destas duas décadas. Um percurso ímpar celebrado em palco onde demonstram a força que os anos têm solidificado.