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À minha madrinha

09/12/1944 * 26/10/2011
Madrinha,
Partiu há sete anos,
não sei para onde
abalroada
a entrar em casa
na curva da estrada.
Maldita viatura,
maldita chuva.
Como não lhe posso dizer mais
do que todos os dias
e já hoje muito disse,
– que dizer se o que disser é sempre coisa pouca! –
sirvo-me de de imagens de quem tanto gosto, também, madrinha,
porque as lágrimas não me deixam – diabo,
escrever, e a alma desfalece.
O ritmo do meu coração acelera e
diminuí o ritmo quase simultaneamente.
E o seu coração, madrinha
Tão grande e multi-adorado,
feneceu, não sei o que é
hoje.
Beijinhos, madrinha.
Aonde os levo?
Mário Adão Magalhães

(Não pratico deliberadamente o chamado Acordo Ortográfico)