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Array ( [0] => WP_Post Object ( [ID] => 129522 [post_author] => 1 [post_date] => 2015-04-26 22:05:00 [post_date_gmt] => 2015-04-26 21:05:00 [post_content] => O Sporting conquistou a Taça CERS de hóquei em patins, batendo na final a equipa espanhola do Reus, em jogo disputado em Igualada, na Catalunha. A vitória do Sporting, que reconquista um título que lhe escapava desde 1984, só se concretizou no desempate por grandes penalidades, com dois remates certeiros para o Sporting e apenas um para o Reus, após 2-2 no tempo regulamentar e prolongamento. Tiago Losna adiantou o Sporting, aos quatro minutos, o Reus virou o resultado, com Marc Coy (37) e Xavi Costa (41), mas João Pinto ainda fez o 2-2 aos 46 minutos, obrigando a prolongamento. [post_title] => Sporting conquista a Taça CERS [post_excerpt] => [post_status] => publish [comment_status] => open [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => sporting-conquista-a-taca-cers [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2015-04-26 22:05:00 [post_modified_gmt] => 2015-04-26 21:05:00 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://bomdia.eu/?p=129522 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) [1] => WP_Post Object ( [ID] => 129514 [post_author] => 1 [post_date] => 2015-04-26 21:26:30 [post_date_gmt] => 2015-04-26 20:26:30 [post_content] => A filha do capitão de Abril Salgueiro Maia, a viver no Luxemburgo há quatro anos, disse à Lusa que foi "convidada" a sair de Portugal pelo primeiro-ministro Passos Coelho, lamentando a situação atual do país, que compara ao terceiro mundo. Catarina Salgueiro Maia, de 29 anos, recebeu este sábado uma homenagem do BOM DIA ao seu pai, o capitão de abril Salgueiro Maia. Catarina disse que deixou Portugal em 2011, ano em que a 'troika' chegou a Portugal e "em que o primeiro-ministro aconselhou as pessoas a ganhar experiência no estrangeiro", ironizou, recordando os apelos do governo à emigração. Com o marido desempregado e um filho asmático, a filha do capitão de abril decidiu procurar trabalho no estrangeiro. "O meu marido esteve seis meses sem trabalho e foi quando decidimos arriscar. Ele tinha cá família e acabámos por decidir vir", contou Catarina Salgueiro Maia à Lusa, durante o jantar de homenagem ao pai, em que também participaram o deputado socialista Paulo Pisco e o cônsul de Portugal no Luxemburgo. "Eu saí do meu país, porque precisava de estabilidade financeira para criar o meu filho, que é asmático, e o medicamento não é comparticipado em Portugal, apesar de ser uma doença crónica", explicou. "Uma consulta de alergologia no hospital público demora cerca de dois anos e meio, e nem vou falar dos idosos que morrem nas salas de espera, é um horror", lamentou, considerando que "Portugal, neste momento, é um país terceiro-mundista". "Às vezes digo que o meu pai, lá em baixo, deve estar às voltinhas no caixão. O meu pai lutou por uma democracia, por um país livre, correto, aberto", recordou, lamentando que hoje haja "pessoas a passar fome, idosos que, ou comem ou tomam medicamentos, e pessoas que são postas na rua, por não poderem pagar a renda". Esta e outras declarações tiveram todo o tipo de reações nas redes sociais e levaram Catarina Salgueiro Maia, voluntária do BOM DIA há cerca de um ano, a responder no facebook este domingo à tarde: "pelos vistos atingi muita gente com as minhas afirmações. Pelos vistos, ainda há muita gente que tenta tapar o sol com a peneira. Nunca vivi de tachos e por essa mesma razão, emigrei e orgulho-me muito disso", afirmou. E Catarina Salgueiro Maia vai mais longe, explicando que não tem ligações políticas. "Quando falei na expressão de Pedro Passos Coelho, foi ironicamente, ilustrando, dessa forma, o valor que é dado em Portugal a quem por ele tenta lutar!", esclareceu.
Para terminar a portuguesa emigrada no Luxemburgo afirma: "se incomodei, óptimo! Não era essa a intenção mas é bom sinal!".
[post_title] => Catarina Salgueiro Maia reage a críticas sobre homenagem ao seu pai [post_excerpt] => [post_status] => publish [comment_status] => open [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => catarina-salgueiro-maia-reage-a-criticas-sobre-homenagem-ao-seu-pai [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2015-04-26 21:31:12 [post_modified_gmt] => 2015-04-26 20:31:12 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://bomdia.eu/?p=129514 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) [2] => WP_Post Object ( [ID] => 129505 [post_author] => 1 [post_date] => 2015-04-26 20:57:46 [post_date_gmt] => 2015-04-26 19:57:46 [post_content] => O secretário de Estado José Cesário disse este domingo que ainda não há data para as eleições para o Conselho das Comunidades Portuguesas, reagindo a críticas de que o escrutínio poderia realizar-se em junho, o que limitaria a participação dos emigrantes. "Não estão marcadas eleições, embora possam vir a ser marcadas em breve", disse o secretário de Estado das Comunidades, à margem do Congresso da Confederação da Comunidade Portuguesa, que se realizou hoje no Luxemburgo. Ao abrigo da alteração à lei que regula as competências e funcionamento daquele órgão consultivo do Goveno para as questões da emigração, publicada no Diário da República a 16 de abril, para se votar para aquele órgão já não basta estar inscrito no consulado, mas é necessário estar recenseado eleitoralmente. O prazo para a inscrição nos cadernos eleitorais termina 60 dias antes da data das eleições, pelo que realizá-las em junho, como anunciou pretender o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, poderia implicar que o recenseamento terminasse dentro de alguns dias. A realizarem-se nessa data, as eleições teriam fraca participação dos emigrantes, criticou Paulo Costa, um dos membros do grupo Migrantes Unidos no Reino unido. Também o conselheiro António Cunha, eleito em 2008, disse hoje à Lusa preferir que o escrutínio fosse agendado para "outubro ou novembro", precedido de uma campanha de informação. Recusando avançar para já uma data para a realização das eleições, José Cesário explicou que há "problemas técnicos" a resolver antes de o escrutínio poder ser marcado. O secretário de Estado fez ainda um apelo à "participação política e cívica" dos emigrantes "nas eleições em Portugal e nos países de acolhimento". "É fundamental que os portugueses percebam que a resolução dos problemas passa pela participação política", disse José Cesário, que falava durante o oitavo congresso da Confederação da Comunidade Portuguesas no Luxemburgo, em que participaram ainda os deputados Paulo Pisco e Carlos Gonçalves, eleitos pelo circulo da emigração, além dos eurodeputados Marisa Matias, do Bloco de Esquerda, e José Inácio Faria, do Partido da Terra. [post_title] => Cesário: eleições do Conselho das Comunidades não estão marcadas [post_excerpt] => [post_status] => publish [comment_status] => open [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => cesario-eleicoes-do-conselho-das-comunidades-nao-estao-marcadas [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2015-04-26 20:57:46 [post_modified_gmt] => 2015-04-26 19:57:46 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://bomdia.eu/?p=129505 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) [3] => WP_Post Object ( [ID] => 129503 [post_author] => 1 [post_date] => 2015-04-26 20:47:41 [post_date_gmt] => 2015-04-26 19:47:41 [post_content] => O decisivo Benfica-FC Porto deste domingo no Estádio da Luz terminou sem golos e deixou o caminho para a renovação do título nacional de futebol, por parte do clube da capital, muito mais facilitado. O jogo grande da 30.ª jornada, que chegou mesmo a ser apontado como `jogo do título´, deixa o Benfica com três pontos de avanço sobre o rival e com vantagem direta, quando faltam quatro jogos para a Liga portuguesa terminar e um calendário relativamente fácil para os 'encarnados'. O FC Porto precisava de ganhar por dois golos de diferença, para reequilibrar o campeonato, mas não conseguiu sequer criar situações de golo, ante um adversário que optou por não pressionar muito, apostado num resultado que evidentemente lhe interessava. Em resultado disso, o jogo acabou por ser muito pouco interessante. Julen Lopetegui, treinador do FC Porto, surpreendeu ao prescindir de início de dois titulares habituais, Herrera e Ricardo Quaresma, optando por um meio-campo muito mais povoado, que, no entanto, se revelou pouco produtivo. O Benfica chega aos 75 pontos e o FC Porto aos 72, com o Sporting destacado em terceiro, com 63 pontos e ainda um jogo por disputar, na segunda-feira, em Moreira de Cónegos. O quarto lugar continua na posse do Sporting de Braga, com 54 pontos, após o empate de sexta-feira com o Belenenses (1-1), no jogo de arranque da jornada. No sábado, o Vitória de Guimarães não conseguiu cimentar o quinto lugar (tem 47 pontos), depois de empatar a um golo no terreno do Rio Ave. A luta pelo sexto lugar, que ainda pode valer a ida à Liga Europa, está intensa entre Belenenses com 43 pontos, Paços de Ferreira com 42 (após ganhar hoje 3-1 ao Arouca) e Nacional com 40 (ganhou hoje 2-0 ao Penafiel). Um pouco mais atrás, mas ainda com pretensões, estão o Rio Ave (39), Marítimo (37) e Moreirense (36, mas menos um jogo). Com a derrota de hoje no Funchal, o Penafiel está cada vez mais 'condenado' como lanterna-vermelha, com 18 pontos, menos cinco do que o Gil Vicente, que no sábado reentrou na luta pela manutenção, ao ganhar 2-1 à Académica, em Coimbra. Gil Vicente e Penafiel são os clubes atualmente na zona de despromoção, em 17.º e 18.º, perseguindo a `salvação´ do 16.º lugar, que está na posse do Vitória de Setúbal, com 25 pontos (joga ainda hoje, com o Boavista). Mais acima na tabela, mas também 'aflitos', o Arouca tem 26 pontos, a Académica 27 e o Boavista 29. [post_title] => Benfica mais perto do título de campeão [post_excerpt] => [post_status] => publish [comment_status] => open [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => benfica-mais-perto-do-titulo-de-campeao [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2015-04-26 20:47:41 [post_modified_gmt] => 2015-04-26 19:47:41 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://bomdia.eu/?p=129503 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) [4] => WP_Post Object ( [ID] => 129495 [post_author] => 1 [post_date] => 2015-04-26 03:03:19 [post_date_gmt] => 2015-04-26 02:03:19 [post_content] => As palavras são do padre Belmiro, ex-capelão português no Luxemburgo, um dos convidados de honra na homenagem que o BOM DIA prestou este sábado ao capitão Salgueiro Maia, para assinalar o 25 de abril. O sacerdote fez um elogioso discurso à figura de Salgueiro Maia, criticando a classe política atual assim como a do pós 25 de abril, acusando muitos desses militares de "nem sequer saberem gramática", completando: "quem não sabe gramática não pode saber governar". Belmiro Nariño falava na prsença de Catarina Salgueiro Maia, filha do capitão de abril, que recebeu do BOM DIA e da Associação de Comandos do Benelux algumas lembranças em guisa de homenagem ao seu pai. Catarina Salgueiro Maia está emigrada no Luxemburgo há alguns anos e manifestou, num breve discurso, a importância de saber que as pessoas ainda se recordam do seu pai e do que "ele representa para Portugal". Estiveram também presentes na cerimónia, que teve lugar no restaurante Fandango, em Windhof, na fronteira oeste do Luxemburgo, o deputado Paulo Pisco e o cônsul de Portugal no Grão-Ducado, Rui Monteiro. Este diplomata contou a sua vivência no dia 25 de abril de 1974 e como a figura de Salgueiro Maia se tornou para si num verdadeiro herói. Paulo Pisco explicou às várias dezenas de portugueses presentes a importância de "recordar o 25 de abril" como data fundadora da democracia portuguesa, tendo lamentado ainda que a situação atual de Portugal não permita a muitos jovens ficarem no seu país, sendo obrigados a emigrar. Os poetas Dinis Moura (colaborador do BOM DIA) e João Raposo leram poemas relacionados com o 25 de abril, ao que se seguiu uma intervenção da Associação de Comandos do Benelux "em nome de todos os militares portugueses". No final da cerimónia de homenagem foi projetado o filme de Maria de Medeiros "Capitães de Abril".   [post_title] => Homenagem a Salgueiro Maia: "o capitão de abril é um mito" [post_excerpt] => [post_status] => publish [comment_status] => open [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => homenagem-a-salgueiro-maia-o-capitao-de-abril-e-um-mito [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2015-04-26 23:39:31 [post_modified_gmt] => 2015-04-26 22:39:31 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://bomdia.eu/?p=129495 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) [5] => WP_Post Object ( [ID] => 129483 [post_author] => 1 [post_date] => 2015-04-26 02:37:53 [post_date_gmt] => 2015-04-26 01:37:53 [post_content] => O papa Francisco confirmou, ao bispo de Leiria-Fátima, António Marto, que tenciona deslocar-se a Fátima em 2017, quando se assinala o centenário dos acontecimentos na Cova da Iria, revelou hoje a diocese portuguesa. Numa informação enviada à agência Lusa, a diocese anuncia que, em audiência privada, hoje, em Roma, o papa Francisco confirmou a António Marto que, “‘se Deus [me] der vida e saúde’ quer estar na Cova da Iria para celebrar o centenário das aparições de Fátima”. “Depois de ter recebido já vários convites, é a primeira vez que Francisco afirma de forma explícita este desejo de vir a Fátima, autorizando a divulgação pública da sua intenção”, destaca a diocese. Em conversa telefónica com a agência Lusa a partir de Itália, o bispo da Diocese de Leiria-Fátima afirmou que se deslocou a Roma essencialmente para “renovar o convite para a vinda dele a Fátima, para a celebração do centenário das aparições”. “Foi um momento de particular alegria”, declarou António Marto a propósito da audiência privada, a primeira que o papa Francisco concede a um bispo português, referindo que, após reiterar o convite, o chefe de Estado do Vaticano “disse logo de imediato ‘tenho a vontade de ir à celebração do centenário, assim Deus me dê saúde e vida, depende disso’”. Em novembro, António Marto, que é também vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, assumiu ter uma “esperança fundada” de que o papa peregrine ao Santuário de Fátima em 2017. “Agora é uma certeza dita pela boca do Santo Padre. Perguntei se podia transmitir ao público e à imprensa, e ele disse-me que sim, com esta condição, acerca da sua vida, se o permitir”, acentuou António Marto, realçando ser “uma alegria já para Portugal e para todos aqueles que se sentem ligados a Fátima que já podem projetar o futuro com esta certeza”. O prelado adiantou que, na audiência, conversaram “sobre Fátima e a mensagem, sobretudo a dimensão da misericórdia que aparece na mensagem de Fátima”, assim como o processo de canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto, e o intercâmbio entre os santuários de Fátima e da Aparecida, no Brasil, que assinalam em 2017, respetivamente, o centenário das aparições e o tricentenário da descoberta da imagem de Nossa Senhora da Conceição em Aparecida. No encontro, no final do qual o papa “enviou uma bênção particular para Portugal”, o bispo de Leiria-Fátima entregou “uma oferta monetária do Santuário de Fátima destinada às ações de ajuda aos pobres do Sumo Pontífice”, adianta a nota de imprensa, referindo que “Francisco mostrou-se especialmente sensibilizado por este gesto de partilha com os mais pobres”. “É natural que um bispo levasse uma prenda para o Santo Padre e disse-lhe que estivemos a pensar qual seria a melhor prenda para trazer e concluímos que talvez a melhor prenda fosse uma oferta, uma partilha para com os pobres do Santo Padre”, referiu à Lusa o bispo, explicando que, nesse momento, os olhos do papa, que agradeceu o gesto, “brilharam” e houve “um sorriso largo”. Na audiência “houve ainda oportunidade para abordar diversos aspetos da renovação pastoral que o papa procura implementar”, informa a diocese, com o bispo português a agradecer “a nova etapa de alegria e frescura que o seu pontificado veio trazer à Igreja”. [post_title] => Papa confirma visita a Fátima em 2017 [post_excerpt] => [post_status] => publish [comment_status] => open [ping_status] => open [post_password] => [post_name] => papa-confirma-visita-a-fatima-em-2017 [to_ping] => [pinged] => [post_modified] => 2015-04-26 02:37:53 [post_modified_gmt] => 2015-04-26 01:37:53 [post_content_filtered] => [post_parent] => 0 [guid] => http://bomdia.eu/?p=129483 [menu_order] => 0 [post_type] => post [post_mime_type] => [comment_count] => 0 [filter] => raw ) [6] => WP_Post Object ( [ID] => 129477 [post_author] => 1 [post_date] => 2015-04-26 02:32:11 [post_date_gmt] => 2015-04-26 01:32:11 [post_content] => O compromisso para uma coligação pré-eleitoral hoje assinado pelos presidentes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Paulo Portas, prevê que os dois partidos dialoguem para, após as legislativas, apoiarem um candidato presidencial. "A aliança que proporemos aos nossos partidos respeitará as autonomias regionais e incluirá o necessário diálogo para que, depois das eleições legislativas, apoiemos um candidato presidencial, tendo em atenção que as eleições presidenciais implicam decisões de vontade individual que não se esgotam nem dependem unicamente da esfera partidária", refere o documento. Este compromisso entre Passos e Portas foi assinado sábado numa sala de um hotel no Parque das Nações, em Lisboa, e deverá ser levado aos respetivos órgãos partidários na próxima semana. Os Governos de coligação em Portugal resultaram quase sempre de entendimentos pós-eleitorais entre partidos, com os executivos da Aliança Democrática entre PSD/CDS/PPM a serem a exceção que confirma a regra. Os presidentes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Paulo Portas, assinaram hoje um compromisso para uma coligação pré-eleitoral entre os dois partidos nas legislativas, que será agora levado aos respetivos órgãos partidários. Depois das eleições de 1976 terem dado a vitória ao PS, que governou sozinho até janeiro de 1978, do segundo ato eleitoral resultou o primeiro Governo de coligação pós-eleitoral, com o socialista Mário Soares a aliar-se ao CDS. O executivo PS/CDS teve, contudo, uma vida curta, de apenas 8 meses. Seguiram-se depois três Governos de iniciativa presidencial - liderados por Alfredo Nobre da Costa, Carlos Mota Pinto e Maria de Lurdes Pintassilgo - até às eleições intercalares de dezembro de 1979. Foi dessas eleições que pela primeira vez resultou um Governo de coligação pré-eleitoral liderada pelo então presidente do PPD/PSD, Francisco Sá Carneiro, que juntou PSD/CDS/PPM na Aliança Democrática (AD), executivo que se viria a repetir após as eleições de outubro de 1980. O mandato de Sá Carneiro acabaria por ser inesperadamente interrompido com sua morte a 4 de dezembro desse ano. Um mês depois, tomou posse o novo Governo, também de coligação PSD/CDS/PPM, liderado por Francisco Pinto Balsemão, que esteve em funções (sem ir a votos) até abril de 1983. Das eleições de 25 de abril de 1983 resultou um novo Governo de coligação, mas agora uma coligação pós-eleitoral PS/PSD, o único executivo de ‘Bloco Central', chefiada pelo socialista Mário Soares. Depois seguiram-se quase duas décadas de executivos de um único partido, primeiro os três Governos do PSD liderados por Cavaco Silva - um primeiro minoritário, que foi derrubado ao fim de dois anos com a aprovação de uma moção de censura, e os dois seguintes de maioria absoluta - seguidos dos executivos minoritários socialistas de António Guterres. Entretanto, no final da década de 90, já depois da saída de Cavaco Silva da liderança do PSD, o então líder social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa e o presidente do CDS-PP Paulo Portas chegaram a tentar ‘ensaiar' uma nova AD, mas a aliança acabaria por ser votada ao fracasso ainda antes da sua concretização, com os dois líderes partidários a entrarem em rutura. Apenas em 2002 Portugal voltaria a ter um Governo de coligação, mas uma vez mais concretizado após um acordo pós-eleitoral entre PSD e CDS-PP e que viria a ser liderado Durão Barroso e tendo Paulo Portas como presidente dos democratas-cristãos. Passados dois anos, com a demissão de Durão Barroso da chefia do Governo para assumir funções como presidente da Comissão Europeia, tomou posse um novo executivo formado com base na maioria parlamentar PSD/CDS-PP, agora liderado por Pedro Santana Lopes, mas desta vez sem se terem realizado novas eleições. O XVI executivo cessou funções oito meses depois, com a dissolução do Parlamento pelo então Presidente da República Jorge Sampaio. Seguiram-se dois Governos socialistas - o primeiro maioritário, de 2005 a 2009, e o segundo minoritário, de 2009 a 2011 - com José Sócrates a ocupar o cargo de primeiro-ministro. Com a demissão de Sócrates em 2011, sucedeu-lhe outro Governo de coligação pós-eleitoral, novamente com o PSD de Pedro Passos Coelho e o CDS-PP de Paulo Portas a chegarem a acordo após irem às urnas com listas separadas. No final de uma legislatura atribulada, e apesar das crises que abalaram ao longo dos últimos quatro anos a coligação, Passos Coelho e Paulo Portas optaram hoje por se apresentar em conjunto a votos nas legislativas que se realizarão no outono, repetindo a fórmula seguida pelos seus partidos há mais de 30 anos e que levou Francisco Sá Carneiro e Freitas do Amaral ao poder. 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